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Arquivo da Casa da Coroa
Tipo: Grupo de Fundos    Dimensão: 2268 livros/1042 maços/34 cxs/165 proc.    Datas: 1179-1986
Auxiliares de Pesquisa: Inventário- L 299 A
<b>Livro Terceiro dos Místicos<br>- manuscrito, pergaminho, iluminado<br>concluído em 24 de Julho de 1516</b>
Livro Terceiro dos Místicos
- manuscrito, pergaminho, iluminado
concluído em 24 de Julho de 1516
História:
O arquivo da Casa da Coroa é o núcleo primitivo da Torre do Tombo.
Nos primeiros tempos da nacionalidade a Corte não era fixa e a documentação produzida acompanhava o Rei, funcionando como o que, em termos actuais, se designaria por arquivo corrente. Os documentos mais importantes eram guardados nos arquivos dos mosteiros, sendo os principais o de Santa Cruz de Coimbra e o de Alcobaça. Em finais do século XIV (a abonação mais antiga data de 1378) o Arquivo Real passou a ficar guardado no Castelo de S. Jorge em Lisboa, na torre albarrã, também chamada torre do haver. O Arquivo" Real era, então, destinado, fundamentalmente, à conservação de tudo o que respeitava à fazenda pelo que a sua guarda era confiada a funcionários ligados à administração da fazenda pública. Para além dos diversos documentos de carácter financeiro, ficavam também depositados os tratados com as potências estrangeiras, os livros de chancelaria, os forais, os tombos de demarcações de bens, as sentenças do juiz dos feitos da Coroa, os diplomas de instituição de morgados e capelas, os testamentos. A torre do Castelo passou a chamar-se "do Tombo", por ali se conservar ° chamado "Livro dos Próprios", o antigo Recabedo Regni, pelo que o Arquivo Real ficou a ser conhecido por Torre do Tombo, nome que perdura há mais de 600 anos.

O terramoto de 1755 fez ruir a torre do Castelo onde se mantinha o Arquivo Real, tendo este ficado soterrado, mas livre dos incêndios causadores dos maiores estragos. O que se salvou do Arquivo foi guardado numa barraca de madeira, onde permaneceu até 1757, data em que foi levado para o mosteiro de S. Bento. No final do século XVIII, o guarda-mor João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho mandou elaborar um inventário do Arquivo para "se facilitarem as buscas" e "para que breve e summariamente se conheça o que nelle se acha depositado".

João Martins da Silva Marques, director do Arquivo Nacional da Torre do Tombo entre 1950 e 1960, decidiu numerar em sequência parte da documentação intitulada "Diversas matérias", surgindo, assim, o chamado Núcleo Antigo. Pode ainda verificar-se a cota "Armário do Interior da Casa da Coroa" escrita nesses documentos. O "Núcleo Antigo" inclui não só diversas séries documentais mas também fundos como os dos "Contos de Lisboa/Contos do Reino e Casa" e o da "Casa Real", e sub-fundos como os "Contos do Estado da Índia". Os livros dos Contos só recentemente foram como tal identificados, sendo antes designados genericamente como "Fazenda Real".

Com o advento do Liberalismo o Real Arquivo iria transformar-se em Arquivo Nacional.
Descrição:
O Arquivo da Casa da Coroa é constituido pela Chancelaria Régia/Chancelaria-Morda Corte, Gavetas, Inquirições, Leitura Nova, Capelas da Coroa, Crónicas, Livros de Linhagens, "Núcleo Antigo" -nome dado a parte da documentação daquele Arquivo mas que inclui diversas séries, e o fundo proveniente da Casa dos Contos, além de várias colecções, tais como Coropo Cronológico, Bulas, Leis, Aclamações e Cortes, Tratados, Reforma das Gavetas e Fragmentos.
Esta documentação éfundamental para o estudo da História económica, social e da administração central e local nos séculos XII a XVI.
Algumas sérias prolongam-se até ao século XIX.
Organização:
Mantem a organização do Arquivo Real, onde a maioria da documentação estava arrumada por séries temáticas ou em colecções.
Na época medieval, as instituições ainda não estavam completamente definidas pelo que são escassos os fundos no sentido arquivístico do termo.

O fundo "Contos de Lisboa/Contos do Reino e Casa", segundo a evolução das instituições que tinham a seu cargo a fiscalização financeira do Reino, corresponde ao que nos antigos inventários era designado por "Fazenda".
Notas:
Acessível a todos os investigadores, parte desta documentação só está disponível em mcirofilme.
Inclui documentos em latim, francês, espanhol e italiano.
Parte da documentação encontra-se em mau estado de conservação e apresenta dificuldades de leitura.
Bibliografia:
  • Archivo da Torre do Tombo, O - Sua História, Corpos que o Compõem e Organização, Pedro de Azevedo e António Baião
  • História do Real Archivo, João Pedro Ribeiro
  • Núcleo Antigo - Inventário, Maria do Carmo Jasmim Dias Farinha e Maria de Fátima Dentinho Ó Ramos