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Tipo: Fundo    Dimensão: Cerca de 100 caixas    Datas: Séc. XIX-XX
Auxiliares de Pesquisa: Inventário em elaboração (2005)
História:
Henry Burnay, nascido em Lisboa, na freguesia dos Mártires, em 1838, filho de Henry Burnay, médico, e de Lambertine Josephine Forgeur, oriundos da Bélgica, nomeado 10 conde de Burnay pelo rei D. Luís, em 1886, teve nove filhos e, à data do seu testamento, em 1907, tinha já numerosos herdeiros. Falecido em 1909, a sua vida interligou-se com muitas personalidades do mundo da finança e da política, em Portugal e no estrangeiro. Caricaturado por Rafael Bordalo Pinheiro, centro de polémicas para uns ("O Senhor Milhão", como é chamado nos jornais), admirado por outros, podemos ter, através da documentação a que deu origem, a noção aproximada do seu desempenho e a mundividência do oitocentos português.
Procedeu a investimentos de grande vulto, entre os quais sobressaem a participação na exploração de várias redes ferroviárias (Salamanca, Beira Baixa, ramal de Viseu e Foz Tua - Mirandela) e a intervenção polémica na Companhia dos Tabacos, de que viria a obter o monopólio. Henry Burnay teve
uma acção decisiva, na evolução da história económica de Portugal nos finais do século XIX e inícios do século XX.
Este grande nome no mundo de negócios, nas actividades comerciais e financeiras e, igualmente, na indústria, mantinha uma relação próxima com as elites políticas, pelo que foi eleito deputado na legislatura de 1894. Aliando as suas qualidades de hábil financeiro à notoriedade e brilho social, iniciou a construção do bairro Camões e reuniu, no seu palácio da Junqueira, uma assinalável colecção de obras de arte.
Fonte imediata de aquisição ou transferência:
O espólio documental foi adquirido ao antiquário Luís Burnay pelo Banco Fonsecas & Burnay - Grupo BPI que o ofereceu à Torre do Tombo, ao abrigo da lei do Mecenato, no ano 1997.
Descrição:
Documentação relativa às actividades financeira, empresarial, política, social e pública do 10 Conde de Burnay e à gestão patrimonial dos seus bens, fornecendo dados de reconhecida valia para o conhecimento da actividade multifacetada que desenvolveu, bem como informações sobre o contexto económico, social e político no qual esta se exerceu. O acervo documental possibilita ao investigador estudos e interpretações acerca da acção de uma personalidade pública que contribuiu, de forma decisiva, para a construção do sistema capitalista português nos finais do século XIX e princípios do século XX.

O arquivo Burnay é constituído por numerosa correspondência, por documentos relativos à Companhia dos Tabacos, às redes ferroviárias (Salamanca, Beira Baixa, ramal de Viseu e Foz Tua - Mirandela), a empréstimos, a negó'cios no Brasil, a par dos discursos que efectuou no Parlamento, com anotações e comentários, das actas das Assembleias Gerais das Companhias, de relatórios, de plantas arquitectónicas e topográficas de palácios e de outros prédios urbanos e rústicos, dos diversos contactos com as instituições bancárias, dos telegramas cifrados, de notas de despesa e de encomendas. Está também patente o coleccionismo que praticou nas facturas das aquisições, na correspondência trocada com especialistas, nos inventários dos leilões dos palácios (descritos sala a sala).

Inclui, ainda, a documentação que diz respeito ao destino dos seus bens e à herança de sua mulher, a condessa de Burnay, D. Amélia de Carvalho Burnay, presidida por uma Comissão Liquidatária. Este conjunto abarca um período de cerca de 1876 a meados de 1940 e é formado pelos mais diversos tipos de documentos, oficiais e particulares.
Organização:
O arquivo apresenta uma estrutura própria que se procurou respeitar. O plano de classificação estabelecido abrange, nas suas secções e subsecções, a Actividade Financeira (Caminhos de Ferro; Companhia dos Tabacos de Portugal; Empréstimo D. Miguel; Sociedade Torlades; Banco de Portugal; Processo Faial; Contratos com o Governo); a Actividade Política (Candidaturas por Pombal e por Setúbal, Câmara dos Deputados); a Correspondência (pública e privada) e a Administração Patrimonial dos seus bens (palácios, propriedades urbanas e rústicas, herança e leilões).

Documentos em Português, francês, espanhol, italiano, inglês e alemão.

Parte da documentação encontra-se em mau estado de conservação, o que condiciona a sua consulta.