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Tipo: Fundo    Dimensão: 83 cx.; (165 mç; 16 liv.)    Datas: 1430-1904
História:
Foi 1° Conde de Povolide Tristão da Cunha de Ataíde e Melo (1655-1722), filho de Luís da Cunha e Ataíde, 9° senhor de Povolide, comendador da Ordem de Cristo. Herdou a casa de D. Nuno da Cunha de Ataíde, conde de Pontével, seu tio. Era senhor de Castro Verde, comendador da Ordem de Cristo, alcaide-mor de Sernancelhe, provedor da Misericórdia de Lisboa e do Conselho de Sua Majestade.

D. Luís Vasques da Cunha Ataíde, filho do anterior, da Casa do Infante D. António, capitão de infantaria de um dos regimentos da Corte em 1735, presidente da Junta do Tabaco em 1749, 2° Conde de Povolide, casou com D. Helena de Castelo Branco, filha dos Condes de Valadares, cabendo ao filho de ambos, D. José da Cunha Grã de Ataíde e Melo, o título de 3° conde. Este último foi gentil-homem da câmara da rainha D. Maria I, governador e capitão general de Pernambuco e Baía em 1768, presidente do Senado da Câmara de Lisboa e governador do Brasil de 1769-1774. O 3° Conde de Povolide casou com D. Maria da Silva, filha dos 6ºs Condes de Aveiras e 1ºs Marqueses de Vagos.

O 40 e último Conde, D. Luís José da Cunha Grã de Ataíde e Melo, tenente coronel, comendador da Ordem de Cristo, faleceu sem geração, em 1833. A representação da Casa passou para a de Valadares pelo casamento de D. Maria Helena da Cunha, irmã do último Conde de Povolide, com D. Pedro António de Noronha, 8° Conde de Valadares, gentil-homem da rainha D. Maria II, chefe de divisão da Armada Real, comendador da Ordem de Cristo. Tendo o 9° Conde de Valadares falecido sem geração, a representação das Casas de Povolide e Valadares passou, em 1861, para a dos Marqueses de Vagos e Condes de Aveiras.

O património da Casa de Povolide integrava bens em Povolide, Castro Verde e Paradela, junto a Mogadouro; os reguengos de Cais, Passos e Moimenta, junto, respectivamente, de Azurara, Ceia e Trancoso; a Quinta de Barda, junto de Abades; casais no termo de Pinhel, Codeceiro e Vale de Madeira; apresentações da igreja de Povolide e da abadia de Santa Maria de Trancoso. Integrava o Morgado dos Grãs, o Morgado de Ataíde, o Morgado das Vidigueiras e comendas várias: São Cosme de Gondomar, S. Mateus de Coimbra, Santa Maria de Montalvão, Santa Marta de Bornes e Santa Maria de Castelo Novo de Alpedrinha, São Vicente de Abrantes.

História custodial e arquivística:
Em 1940, na sequência do casamento do 5° conde de Povolide, o arquivo da Casa foi transferido para Aveiras de Baixo. A documentação foi comprada em 1982 pelo IPPC, Departamento de Bibliotecas e Arquivos, a José Maria da Silva Telo de Noronha, seu proprietário, tendo sido entregue ao ANTT em 27 de Janeiro de 1983.
Descrição:
Inclui documentos de carácter genealógico e comprovativos de mercês recebidas, da posse e aquisição de direitos, bens e respectiva administração (alvarás régios, patentes, decretos, nomeação para cargos, doações, dotes, escrituras de casamento, certidões, testamentos, partilhas, compras, vendas, escambos, aforamentos e relação de foreiros, emprazamentos, instituição de vínculos e capelas, para além de tombos de bens e documentação vária relativos aos diferentes morgados e comendas, róis de propriedades, pleitos, sentenças, certidões, relações de credores, recibos, etc. Reporta-se a Lisboa, Povolide, Atouguia da Baleia, Trancoso, Fonte do Louro, Évora, Casal de Santinheira, Tinhoseira, Azeitão, Pinhel, Paradela, Santar, Peniche, Loures, Santarém, morgados de Santa Maria de AntimesMoimenta da Beira, Cães de Baixo.

Integra ainda relações de dinheiro, jóias, pratas, louça, mobiliário, roupas (ca. 1781-1904) e um livro de contas do Conde de Valadares, enquanto herdeiro da Casa de Povolide.

Refiram-se, ainda, as memórias do 1° Conde de Povolide, Tristão da Cunha de Ataíde (3 volumes: o 1°, autógrafo; o 2°, versão reduzida do 1°; o 3°, também autógrafo, encontra-se publicado), a correspondência recebida pelos Condes de Povolide, um conjunto de cartas pertencentes a D. Miguel, bispo de Coimbra, conde de Arganil, a D. Maria da Silva, condessa de Povolide (Vagos), sua sobrinha, e um copiador de correspondência relativa ao 4° Conde de Povolide, enquanto governador de Pernambuco. Existe outra documentação respeitante ao Brasil, relativa à estadia do referido Conde no Rio de Janeiro, à aquisição de fazenda nessa cidade destinada à Casa, entre outra.
Organização:
Arquivo de Família cuja documentação, na sua maioria, se reporta à administração de bens, situados em vários concelhos de Portugal Continental e da Região Autónoma dos Açores, incidindo, no entanto, a localização das propriedades nas zonas centro-sul do país e na ilha de S. Miguel. Nesta temática predominam os documentos associados a aforamentos, a doações, a vendas, e a receitas e despesas, não só pelo volume, como pela importância no comprovativo da posse e gerência dos bens possuídos.

Os documentos resultantes da actividade privada e actividade pública fornecem dados relativos a membros da família que mais se destacaram, quer pelos títulos, quer pelas actividades gerais e funções públicas desempenhadas. Em ambos os casos há a salientar a correspondência e as mercês. Os documentos de carácter judicial, que representam uma parte significativa da dimensão deste arquivo, testemunham, sobretudo, os litígios pela posse de propriedades.

Não tendo sido possível determinar a relação de alguns documentos com qualquer membro da Casa de Santa Iria, foram os mesmos agrupados numa colecção de diversos.