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Tipo: Fundo    Dimensão:    Datas: 1503-1585; 1797-1829
História:
O título de Conde de Soure foi dado por D. João IV, em 15 de Outubro de 1652, a D. João da Costa (1610-1664), filho de D. Gil Eanes da Costa, comendador e alcaide-mor de Castro Marim, e de D. Francisca de Vasconcelos. D. João da Costa serviu em Tânger, foi um dos conjurados de 1640, tomou parte nas batalhas de Valverde e do Montijo, foi membro do Conselho de Guerra (1642), governador das Armas do Alentejo (1650 e 1656), enviado como embaixador a França (1659), sendo secretário da embaixada Duarte Ribeiro de Macedo. Foi comendador de Castro Marim, de São Pedro das Várzeas na vila de Soure, e de Santa Maria da Beselga, todas da Ordem de Cristo. Casou com D. Francisca de Noronha, filha de D. Pedro de Noronha, 11° senhor de Vila Verde dos Francos, e de D. Juliana de Noronha, senhora de Angeja. D. Francisca de Noronha recebeu o título de Marquesa, com o exercício das funções de camareira-mor da princesa D. Isabel Luísa Josefa. O 3° Conde de Soure, D. João José da Costa e Sousa serviu na Guerra da Sucessão de Espanha, foi provedor das Obras do Paço, comendador da Ordem de Cristo e, pelo casamento com D. Luísa Francisca de Távora, filha de Henrique de Carvalho e Sousa, morgado de Patalim, senhor de Azambujeira.

D. Henrique Francisco da Costa e Sousa Carvalho, 4° conde de Soure, senhor de Azambujeira, morgado de Patalim, do Conselho de Sua Majestade, foi provedor das obras dos paços, casas de campo, mosteiros e hospitais reais, comendador e alcaide-mor de Castro Marim, e capitão de cavalos na província do Alentejo. Era ainda comendador de São Pedro de Soure, Santa Maria de Beselga, de Pias e de Santa Eulália de Jejua e Juncal. Mantiveram-se na família as comendas e o cargo de provedor das Obras dos Paços Reais, além de terem servido outros cargos, nomeadamente o de vedor da Casa Real, bem como ocupado altos postos militares.

A representação do título passou para os Condes de Redondo, em virtude de D. Maria Luísa da Costa, irmã do 7° Conde D. Henrique José da Costa Carvalho Patalim Sousa e Lafetá, ter casado com o 17° Conde de Redondo.

Documentação adquirida por compra a Betencourt e Melo em 1910.
Descrição:
Fundo constituído por sentenças, certidões, escrituras de compra e de arrendamento, autos de posse, requerimentos, procurações, alvarás, testamentos, receita e despesa, relações de fazendas. Reporta-se ao morgado de Soure (alguma documentação especificamente a Luís de Melo de Azambuja Tovar Moniz da Silva), a bens situados em Avis, Cabeço de Vide, Alter Pedroso, Fronteira, Elvas, Arronches, Monforte, Redondo, Estremoz, Montoito, Évora, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Abrantes, Beja, Alenquer, Azambuja, Benavente, Coruche, Lamarosa, Muge, Pontével, Salvaterra, Santarém, Valada.
Contém ainda relações de rendimento e de bens relativos à Casa de Resende, reportando-se aos morgados de Resende, Redondo (Alentejo), de Apra (Loulé), comenda de São Miguel de Caparosa (termo de Viseu), Quinta da Marinha (Carregado), Quinta de Chelas, herdade de Corte Condeça (termo de Beja), Herdades da Lapa de São Martinho, da Chaminé e Alcaides (Arraiolos), Casal d'Água (Arruda), Casal de Carvalhos, Terras de Monte Godel (Arruda), Casais de Fontelas e do Pinheiro, Casais de Agroela e Torre (Alhandra), foros de Albergaria e Penela (Minho) e ancoragens de Leiria, foros do Sabugal, Torrão, Soure, Sortelha, Quinta da Charneca, ancoragens de Lisboa, Algarve e Setúbal.
Integra ainda alguns apontamentos de carácter pessoal.