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Tipo: Fundo    Dimensão: 3 liv., 2 doc.    Datas: 1817-1923
Auxiliares de Pesquisa: L 573
História:
Associação secreta iniciática sem fins lucrativos, a Maçonaria tem por objectivo difundir universalmente a paz e a fraternidade, promover o aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual das sociedades e a prática de uma justiça social, combatendo vícios, o egoísmo e o obscurantismo. Esta associação que tem por divisa "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" está instituída universalmente e caracteriza-se por possuir vocabulário, sinais e cerimónias específicas, as quais podem decorrer segundo o Rito Escocês, o Rito Francês e o Rito Simbólico Regular (em Portugal predomina o Rito Escocês, composto por 33 graus).

O local de reunião e encontro dos maçons designa-se por "Loja". O registo da primeira Loja maçónica, denominada "Grande Loja", em Inglaterra (resultante da união de quatro lojas), data de 24 de Junho de 1717. A partir de Inglaterra foram criadas lojas em todo o mundo. A cada loja é atribuído um título e um número cronológico conforme o seu aparecimento.
Não é conhecida a data precisa da introdução da Maçonaria em Portugal, tendo ocorrido, no entanto, durante a primeira metade do século XVIII. Sabese que em 1733 terá sido fundada uma loja pelo escocês Gordon, enviado pelos maçons ingleses.

Em 1804 é constituída a primeira grande loja denominada "Grande Oriente Lusitano", tendo sido aprovada em 1806 a la constituição maçónica portuguesa. Na sequência do golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 e com a formação do Estado Novo, a Maçonaria portuguesa tem um período conturbado, chegando mesmo o Grémio Lusitano, sede do Grande Oriente, a ser encerrado em Abril de 1929.
Em 1935 foi apresentado um projecto de lei que proibia as associações secretas, e com a Portaria de 21 de Janeiro de 1937, o Grémio Lusitano é dissolvido, as suas instalações entregues à Legião Portuguesa e a documentação confiscada, ficando à guarda da Polícia de Vigilãncia e Defesa do Estado (PVDE) e do Ministério das Finanças.

Depois do Golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974, foram devolvidos os bens e as instalações à Maçonaria, bem como ultrapassadas as condicionantes legais.

História custodial:
A documentação foi adquirida pela Torre do Tombo em diversas ocasiões.
Os livros de Actas da Loja Irradiação e do regulamento das Insígnias e condecorações dos graus do rito escocês foram comprados em 1977 no Leilão Arnaldo Henriques de Oliveira e à Livraria Biblarte Limitada, respectivamente.
Descrição:
O fundo da Maçonaria é constituído por um copiador de cartas da Loja ''A Revolta", n" 336, do Grande Oriente Lusitano Unido/Supremo Conselho da Maçonaria Portuguesa (inclui 3 cartas soltas), um livro de actas da Loja Irradiação, referente ao ano de 1910, um diploma da maçonaria, grau 33, do Brasil, de 1817, uma carta de António José de Seixas sobre a Maçonaria em Angola, datada de 1848, e um livro do regulamento das insígnias e condecorações dos graus do rito escocês.