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Tipo: Fundo    Dimensão:    Datas: 1784-1970
Auxiliares de Pesquisa: L 655
História:
Em 24 de Outubro de 1864 foi celebrada a escritura de constituição da sociedade designada Companhia Geral do Crédito Predial Português, datando de 25 do mesmo mês e ano o Decreto que aprovou os estatutos e concedeu autorização para iniciar a sua actividade, com o privilégio de emitir obrigações prediais ou letras hipotecárias que representassem operações de empréstimo sobre bens imóveis. A sua sede situava-se em Lisboa, tendo sido abertas filiais nas cidades do Porto, Coimbra, Funchal, Vila Real e Beja entre muitas outras localidades.

Após ter sofrido uma grave crise interna em 1910, da qual conseguiu restabelecer-se, foi atribuída uma nova lei orgânica à Companhia Geral do Crédito Predial Português, pelo Decreto n° 4.666 de Julho de 1918, introduzindo modificações substanciais na sua estrutura. A sua sede construída de raiz na Rua Augusta, em Lisboa, foi inaugurada a 30 de Março de 1925.

Foram elaborados novos estatutos, aprovados em Assembleia Geral de 16 de Novembro de 1961, ratificados pelo Decreto-Lei n° 44.520, de 18 de Agosto de 1962. Passou a designar-se 'Crédito Predial Português', apesar de manter a denominação de 'Companhia Geral de Crédito Predial Português', decisão consignada nos estatutos aprovados a 1 de Junho de 1970 pela Assembleia Geral e sancionados pelo Decreto-Lei n° 565/70, de 19 de Novembro, e em que foi também alterado substancialmente o seu objecto social, passando a ser prioritária a actividade de fomento imobiliário.

Estas e outras alterações ficaram a dever-se ao facto de o Grupo Mário de Figueiredo ter vendido, em 1968, a sua posição maioritária no capital social do CPP ao Grupo BIP - Jorge de Brito / Jorge Gonçalves Pereira que, em Dezembro de 1973, cedeu a sua posição a Manuel Bulhosa. Pouco tempo passado, e após a revolução de 25 de Abril de 1974, o Crédito Predial Português foi nacionalizado, pelo Decreto-Lei n° 132-A/75, de 14 de Maio.

O Crédito Predial Português continuou a sua actividade, destacando-se em 1976 a integração do Banco Agrícola e Industrial Viseense (determinada por decisão do Conselho de Ministros de 6 de Dezembro de 1976) e a inauguração de uma nova sede, no ano de 1984, no Campo Pequeno em Lisboa

No ano de 1992, a 2 de Dezembro, e através de uma Oferta Pública de Venda o CPP foi privatizado, tendo o Banco Totta & Açores adquirido uma participação accionista maioritária. Em 1995 o Crédito Predial Português foi integrado no Grupo Mundial Confiança.
A 4 de Fevereiro de 2002 foi celebrado o contrato de doação do arquivo do Banco de Crédito Predial Português ao ANTT, tendo a documentação entrado nessa data, oriunda de depósitos sitos na Rua do Ouro e no Prior Velho.
Descrição:
Neste fundo o documento mais antigo data de 1784 e o mais recente de 1970, (UI. 1518), reportando-se essencialmente aos reinados de D. Maria II, D. Luís e D. Carlos, e aos períodos da I República e Estado Novo. As tipologias documentais encontradas são principalmente relatórios e contas, livros de contabilidade, escrituras, hipotecas, extinção de foros, execuções, cartas de emissão e consolidação de domínio, cartas de pura e irrevogável venda, diversos autos, procurações, certidões de inventário de vínculos unidos, sentenças cíveis de adjudicação de gleba, processos de averbamento de obrigações, empréstimos hipotecários de empresas.

Existe também documentação do Banco Agrícola e Industrial Viseense (31 UI., de 1872 a 1970), tratando-se de documentação referente a depósitos à ordem, a propostas de empréstimos sobre letras e a letras descontadas. Do Banco Totta & Açores e seus antecessores, Banco José Henriques Totta, Banco Aliança, Banco Totta-Aliança, Banco Lisboa & Açores e Banco Totta-Standard de Moçambique (197 UI., de 1863 a 1999) existem relatórios e contas e borradores de diários e de caixa.